14 Março 2017

Veneza e Jerusalém na exposição, “Nas pegadas do leão”

Inaugurou-se no salão da Cúria da Custódia, a exposição realizada junto com o Museu de Arte Italiana Hebraica U. Nahon, sobre as riquezas das duas cidades. A exposição ficará aberta até 22 de abril.

Atualidade e Eventos

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“Jerusalém é a Veneza de Deus”. Os versos do poeta israelense Yehuda Amichai tomaram corpo na quinta-feira, 9 de março, no convento de São Salvador, na cidade velha. No salão da cúria foi inaugurada a exposição “Tesouros venezianos em Jerusalém: nas pegadas do leão”, que nasceu da colaboração entre o Terra Sancta Museum, a Biblioteca e o Arquivo geral da Custódia e o Museu de Arte Italiana Hebraica U. Nahon.

ANDREINA CONTESSA
Curadora do museu de arte hebraica italiana U. Nahon de Jerusalém
“A ideia surgiu quando eu estava preparando uma grande exposição sobre Veneza para o museu Nahon de arte hebraica italiana. Eu conhecia um pouco, por outros motivos, a grande tradição e a esplêndida coleção dos franciscanos e fiquei interessada em fazer algumas comparações sobre os objetos de prata, que no meu entender possuíam elementos comuns”.

SARA CIBIN
Curadora da exposição
“Na verdade os artistas e os artesãos, os grandes artesãos que produziram esses objetos de prata e esses tecidos eram os mesmos que trabalhavam para a comunidade cristã e a comunidade hebraica. Não por acaso o fio condutor desta exposição é precisamente o símbolo de Veneza, o leão, que também é o símbolo de Jerusalém”.

A distância de um ano do quinto centenário da instituição do gueto de Veneza expõem-se alguns objetos preciosos que remontam a 1500 até 1800. Trata-se de dons da República de Veneza a Jerusalém, sinal da longa relação entre as duas cidades do ponto de vista religioso, diplomático e comercial.

A exposição se desenvolve em várias ilhas temáticas. Inicia-se pelos livros, com foco nas duas cidades, nas viagens ou na relação entre judeus e cristãos; segue-se com os objetos de prata e os tecidos, utilizados na liturgia e se conclui com uma pequena seção dedicada às cerâmicas, destinadas em parte à farmácia, em parte ao uso diário.

STEFANIA PELUSO
Arqueóloga
“Estas cerâmicas são as assim chamadas “padano-vênetas”. Remontam à época entre os séculos XIV e XVI. Em princípio, encontram-se apenas cacos enquanto essas cerâmicas têm um valor muito especial, pois consegui reconstruí-las”.

Pe. STÉPHANE MILOVITCH, ofm
Responsável Escritório para os Bens Culturais da Custódia da Terra Santa
“Estamos muito felizes com a oportunidade de abrirmos essa exposição. A exposição é Veneza e Jerusalém, e a Custódia, presente aqui há muitos séculos, tem um patrimônio vêneto muito importante aqui em Jerusalém e de modo especial em São Salvador. Nós pretendemos abrir um museu no futuro, parece que o prazo não seja muito remoto agora e hoje isso nos permite mostrar a ponta do iceberg, em que vemos Veneza em exposição aqui em São Salvador”.

“Jerusalém – recordou o Custódio Francesco Patton durante a inauguração- é uma cidade universal, que se abre ao mundo, mas ao mesmo tempo custodia a vida do mundo”. A exposição, aberta até 22 de abril, pode ser visitada gratuitamente no salão da cúria da Custódia e é portanto uma oportunidade para se construir pontes. Não apenas entre a comunidade cristã e a hebraica, mas entre quaisquer pessoas dispostas a deixarem-se tocar pela beleza.