11 Outubro 2017

Uma longa história de 800 anos

800 anos de presença franciscana na Terra Santa, documentada ao longo dos séculos através de manuscritos excepcionais

Atualidade e Eventos

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Uma história longa 800 anos...Da chegada dos primeiros frades a São João de Acri até hoje. Oito séculos como guardiões dos Lugares Santos da Redenção. Hoje os frades custodiam 70 santuários e estão presentes em 50. É uma presença, antes de mais nada, para louvarem a Deus na liturgia.

Conforme Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton, esta presença franciscana de oito séculos na Terra Santa está totalmente relacionada com a memória: estar nos lugares da memória que são os santuários da encarnação e da Redenção.

Pe. FRANCESCO PATTON, ofm
Custódio da Terra Santa
É preciso estarmos nos santuários antes de mais nada para louvar a Deus e por isso ficamos nos santuários também quando os peregrinos não vêm, pois o primeiro motivo é justamente o reconhecimento do que Deus realizou. É só pensarmos no que Ele realizou em Nazaré, onde preencheu a distância que O separava da humanidade, ou aquilo que realizou em Belém; manifestou-se a nós com o rosto de um menino, ou aquilo que realizou nos vários santuários custodiados aqui em Jerusalém. Do Cenáculo ao Getsêmani, ao Calvário, à edícula do Santo Sepulcro; são todos lugares onde Deus realizou algo que mudou nossa história.

Para preservarem os lugares santos e por amor à palavra de Deus, os frades tiveram que se tornar arqueólogos inclusive… …e tocar as pedras que testemunham a memória de um acontecimento de salvação, que foi lugar de veneração, onde rezaram as gerações que nos antecederam.

SPK 1
Do Monte Nebo - Memorial de Moisés o amigo de Deus - reaberto no ano passado depois de ter ficado fechado por um período de restauração, até os principais santuários da Redenção.

Pe. Eugenio Alliata, ofm
Studium Biblicum Franciscanum
A primeira tarefa dos franciscanos nos lugares santos foi a continuação da oração no lugar, a continuação do culto. È certamente mais moderna a história da pesquisa arqueológica, pois a arqueologia é uma ciência moderna. Os franciscanos participaram desta experiência cultural da pesquisa arqueológica na terra santa procurando utilizar os mesmos métodos usados por outros arqueólogos profissionais que visitavam os lugares santos; por isso frequentaram as universidades, fizeram estudos, receberam títulos em âmbito arqueológico para poderem lidar com essa pesquisa profissional, sistemática e séria.

São muitos os arqueólogos que ao longo dos séculos dedicaram sua vida para trazer à luz os lugares que hoje podemos visitar, entre eles: Pe. Bellarmino Bagatti, Pe. Virgilio Corbo, Pe. Michelle Piccirillo, Pe. Pietro Kaswalder, Pe. Stanislao Loffreda que, junto com padre Corbo, trabalhou em Cafarnaum, experiência que os tornou testemunhas oculares de uma das descobertas mais bonitas na cidade de Jesus.

Pe. STANISLAO LOFFREDA, ofm
Studium Biblicum Fransicanum
Vou ter que confessar que aí me senti arqueólogo mesmo…fiquei comovido inclusive; Vi que o que dizem nas fontes literárias corresponde. Dizem que a casa de Pedro foi transformada em igreja… foi… não se vê mais a casa, mas dizem que é a casa e está como foi no passado”.

A animação litúrgica no santo Sepulcro e na Basílica da Natividade.

Pe. BRUNO VARRIANO, ofm
Guardião Reitor Basílica da Anunciação - Nazaré
Temos os cristãos de Nazaré que têm um grande amor pelo lugar da Encarnação, a Basílica Anunciação, mas também muitas pessoas que vêm aqui do mundo inteiro não apenas para conhecer, mas também para fazer experiência de Deus no próprio lugar da encarnação, na casa da Virgem Santíssima. Temos uma programação paroquial para os cristãos locais: a missa toda manhã, mas não só, rezamos o Ângelus ao meio-dia, a procissão com velas no sábado, a adoração na quinta-feira, enquanto na terça-feira rezamos o Terço da Sagrada Família. Todas essas celebrações são transmitidas por várias televisões católicas do mundo inteiro e pelo site do Christian media center.

Repercorrer os lugares da paixão – morte e ressurreição de Cristo todo dia. Às quatro da tarde, a pequena comunidade franciscana do Santo Sepulcro se une aos muitos peregrinos que chegam à Basílica, para fazerem memória juntos da importância da devoção à cruz.

Pe. ZACHEUSZ DRAŻEK, ofm
Presidente Basílica do Santo Sepulcro
Há muitos séculos os frades celebram esta procissão … mudou um pouco na forma, mas se rezou sempre pensando no que Jesus Cristo fez aqui : sua morte, sua Ressurreição, o encontro com Maria Madalena, o encontro com sua mãe. Os frades sempre rezaram pensando nisso.

Uma procissão que começa e termina no mesmo lugar, ou seja a Capela do Santíssimo Sacramento e repercorre as 14 estações da Via Sacra. Um momento fundamental na vida da comunidade da Basílica.

Através de uma reserva, os peregrinos podem inclusive participar da Hora Santa na Basílica da Agonia de Jesus no Getsêmani.

Toda sexta-feira, às 15h00 no inverno e às 16h00 no verão, os franciscanos, junto com os fiéis de Jerusalém e os peregrinos, fazem memória do caminho percorrido por Jesus.

A Via Crucis, no sentido atual do termo, remonta à Idade Média. À atmosfera de piedade para com o mistério da Paixão devem-se acrescentar o renascimento das peregrinações a partir do século XII e a presença estável, desde 1233, dos Frades menores franciscanos nos “lugares santos”.

Pelas ruas de Jerusalém se articula o percurso da Via Dolorosa, a estrada que viu Jesus dirigir-se até o Calvário, carregando a cruz. Encontram-se nove estações ao longo da trajetória que leva ao Santo Sepulcro, onde estão reunidas as últimas cinco estações.

No próximo capítulo: as atividades pastorais, as escolas, as obras sociais, a presença das Clarissas em Jerusalém e a celebração dos 800 anos da presença franciscana na Terra Santa.