22 Março 2016

Ele não está aqui. Ressuscitou

No coração do cristianismo: A Basílica do Santo Sepulcro entre arqueologia, historia e religião.

Loading the player...
Embed Code  

Solicite Vídeo de Alta Qualidade
Copy the code below and paste it into your blog or website.
<iframe width="640" height="360" src="https://www.cmc-terrasanta.org/embed/ele-nao-esta-aqui-ressuscitou-10523"></iframe>
Solicite Vídeo de Alta Qualidade
Por favor, envie um email para :
info@cmc-terrasanta.org

Assunto: Pedido de Vídeo de Alta Qualidade

Mensagem:
Arquivo Pessoal / promoção CMC / TV Broadcasting

http://cmc-terrasanta.com/pt/video/ele-nao-esta-aqui-ressuscitou-10523.html

Nenhuma parte deste vídeo podem ser editadas ou disseminada sem um acordo com antecedência com o Christian Media Center acordarem os termos e condições de publicação e distribuição.
    Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado.
    Ele não está aqui, porque já ressuscitou.

Por volta do ano de 33, Jesus foi condenado à morte e crucificado no monte do Gólgota.

Foi sepultado em um túmulo escavado em um jardim que estava ali perto. Após três dias ressuscitou dos mortos. A partir deste momento o Sepulcro da Ressurreição se tornou o âmago da fé de toda a cristandade.

Há séculos, milhares de peregrinos do mundo inteiro veneram este lugar santo. A inscrição mais antiga remonta ao primeiro século.

Mas como foi conservado este lugar que comprova a Crucificação e a Ressurreição de Jesus?

PE. NARCÍSIO KLIMAS
O nosso conhecimento vem da descrição dos Evangelhos e depois das escavações arqueológicas que foram realizadas dentro do Santo Sepulcro; sabemos que na antiguidade, na época de Cristo, existia um barranco de pedra que foi abandonado e não foi nunca mais usado devido à qualidade da pedra; ali dentro havia um jardim em que José de Arimateia escavou o primeiro túmulo para si mesmo, onde sucessivamente foi deposto Cristo; este é portanto um primeiro indício do ponto de vista arqueológico, mas também a tradição ajuda: aqui em Jerusalém viviam os seguidores de Cristo, aqueles que recordavam muito bem  onde ficava o lugar da Paixão d’Ele.

Em 132 d.C o imperador Adriano fundou a cidade de Élia Capitolina. As memórias judaicas e cristãs ficaram canceladas. O lugar do Gólgota e o Sepulcro desaparecem sob o tamanho do novo templo dedicado a Vênus Afrodite.

Em 335, quando foram destruídos os templos pagãos por vontade de Constantino o túmulo venerado foi trazido à luz e se inaugurou o imponente complexo do Santo Sepulcro, que tinha seu cume no Anastasis.

Destruída e reconstruída em vários períodos, em 1099 Jerusalém foi conquistada pelos cruzados e o Santo Sepulcro voltou a ser o coração de toda a cristandade recebendo outras denominações, como aquela de Saladino, depois aquela dos Corismos e em 1244 dos Mamelucos.

Uma bula do Papa Clemente VI de 1342 d.C confiou à ordem de São Francisco de Assis a custódia do Santo Sepulcro e dos outros Lugares Santos. A partir daquele momento uma comunidade franciscana se estabeleceu na venerada Basílica.

PE. EUGENIO ALLIATA ,OFM
Studium Biblicum Jerusalém
A Basílica do Santo Sepulcro é uma construção antiga, que remonta em parte à época das cruzadas, no século XII e em parte a épocas ainda mais antigas. Em  1927 foi atingida por um terremoto muito forte que provocou destruição em Jerusalém. O Mandado britânico na Palestina, que naquela época exercia função de governo da cidade, decidiu que a igreja teria que ficar fechada ao público ou  sustentada por pilares e suportes de ferro e de madeira. No entanto, seguiu aberta ao público. Mas as três comunidades chegaram à conclusão de que fosse preciso realizar uma restauração sistemática do prédio e deram o jeito de formar uma comissão técnica comum.

PE. EUGENIO ALLIATA ,OFM
Studium Biblicum Jerusalém
Demo-nos imediatamente conta de que o barranco de pedra era a coisa mais antiga que se encontrava no lugar, em parte remontava a oito séculos antes de Cristo, mas em parte ainda usado até a época de Jesus. Acha-se que correspondia ao meio topográfico típico da área do Gólgota na época de Jesus. Com base no barranco, realizaram-se todas as diferentes construções.

PE. CLAUDIO BOTTINI , OFM
Studium Biblicum Jerusalém
As escavações e as obras no Santo Sepulcro duraram de 1960 a 1980. Padre Virgilio Corbo fez uma síntese publicando em 1982 uma coletânea de livros, em três partes, apresentando os resultados arqueológicos comparados com os textos literários relativos ao período evangélico.

Foram vinte anos de trabalho arqueológico e de restauração muito cansativos. Na apresentação da coletânea sobre o Santo Sepulcro padre Virgilio Corbo escreveu: “Terminamos nosso trabalho de pesquisa e o apresentamos aos estudiosos. Somente fazemos votos de que seja lido com intuito de amor para com Aquele que é a figura triunfante deste monumento”.

Mas é hoje ao anoitecer que a Basílica do Santo Sepulcro mostra um “lado” surpreendente. Fecham-se suas pesadas portas de madeira, o barulho do dia deixa espaço a um pacífico silêncio….a Basílica da Ressurreição se acende de uma vida totalmente única e diferente.

PE.NOEL MUSCAT, ofm
Superior Convento Santo Sepulcro
Para os cristãos virem aqui para rezar tem um significado profundo, este lugar tem um significado profundo pelo mistério da cruz, da morte de Jesus, como Maria e João, como as mulheres piedosas, e é comovente ver tantos cristãos que vêm beijar a rocha sagrada do Calvário, que ficou molhada pelo sangue do nosso Redentor.

A noite é cadenciada por orações e rituais que têm gosto de antigo … o Status quo  - decreto otomano de 1852 que regula a vida dentro dos santuários –  aqui  recebe sua maior observância.

PE. NOEL MUSCAT, ofm
Superior Convento Santo Sepulcro
Nós frades rezamos aqui dia e noite, começamos nosso dia à noite; às 23h30 abrimos nossa capela do Santíssimo e após a incensação dos ritos orientais, realizamos o ofício noturno, todo dia a liturgia das horas, o ofício das leituras, e depois da meia-noite já começamos com os louvores, pois tem início o novo dia. Depois, de manhã, somos responsáveis pela celebração das missas no túmulo e no calvário, neste altar e no altar de Nossa Senhora das Dores; muitos peregrinos vêm celebrar já desde as 4h30 da manhã,  5h00, 5h30, 6h00, 6h30, e nós estamos ali servindo.

Um silêncio que conquista, que envolve…repleto de significado, interrompido somente pelas orações e pelas liturgias das comunidades que moram no Sepulcro: os greco-ortodoxos, os armênios e os franciscanos.

PE. NOEL MUSCAT, ofm
Superior Convento Santo Sepulcro
É uma graça vivermos de modo regular nosso compromisso de rezar; vivendo aqui, dá para perceber a beleza de se consagrar o dia ao Senhor, os vários momentos, de modo especial o momento da noite é o mais bonito, pois não há o barulho que há de costume durante o dia com todos os peregrinos, à noite dá para rezar mais tranquilamente.

O Sepulcro que abrigou o corpo de Cristo e foi inundado pela luz da ressurreição de Cristo é o âmago não apenas da Basílica, mas da cristandade inteira. Em Jerusalém, na Basílica da Ressurreição é sempre a Páscoa do Senhor. O túmulo vazia comprova isso, o Evangelho o proclama: «O Senhor ressuscitou de verdade!».